Escrita, importante ou não?
Não escrevo faz tempo...
Não escrevo, porque me esqueci o quanto gosto de escrever….
Porque me esqueci, que não preciso de ninguém para
desabafar… Pois tenho palavras, pois tenho quem ouça e não critique…
O papel onde escrevo… Ouve tudo, sabe de tudo, jamais me
critica e jamais espalha ao mundo todas as coisas que lhe conto… Os amores e
desamores, as amizades e inimizades, todas as batalhas que travei, os erros que
cometi, os sentimentos que senti, os amores que vivi, o que fui ou não fui…
Enfim… TUDO!
Não há nada mais reconfortante, que ler e escrever, mas o melhor, é ler um texto que nós próprios produzimos, pois é o que nos vai na alma, é o que na realidade sentimos, porque para o papel….
Não há nada mais reconfortante, que ler e escrever, mas o melhor, é ler um texto que nós próprios produzimos, pois é o que nos vai na alma, é o que na realidade sentimos, porque para o papel….
Nós não temos vergonha de falar… Porque para o papel nós não
corremos o risco de sermos gozados ou mal compreendidos, porque traduzimos na
perfeição o que sentimos, o que por vezes queremos dizer a alguém de forma
verbal e simplesmente não temos coragem, ou simplesmente somos orgulhosos de mais
para o fazer… Sei lá por várias razões, todas elas muito distintas, sentidas de
forma diferente, porque afinal, somos diferentes.
Mas para quem gosta de escrever, concorda decerto comigo,
quando digo, que o melhor, é ler um texto nosso, não só porque recordamos, mas
também, porque não esquecemos, e isso é importante, o não esquecer, pois
trata-se de uma fase nossa, trata-se de um momento da nossa vida, momento, que
se foi escrito, foi porque nos marcou, por isso é bom recordar, é bom reler…
Serve também +ara nos autocriticar, para mudarmos um futuro, para sermos
diferentes, ou até mesmo, para voltarmos a ser aquela pessoa. Enfim, há uma
infinidade de motivos, que nos levam a crer que os nossos textos são sempre os
melhores de ser lidos, mas há uma coisa eu me faz contradizer… Porque também é
bom lermos textos de outros escritores, simplesmente, porque nos revemos, nas
palavras de outros e percebemos que neste mundo, todos nos em algum momento
sofremos pelo mesmo, ou por amor, ou por amizades terminadas, sei la, por um
mesmo motivo... e partilhamos, artilhamos com o mundo o que sentimos, talvez
assim quem sabe, não nos ajudamos mutuamente, através da escrita, e é isso que
eu pretendo ao artilhar os meus textos, sei que a maioria das vezes os meus
textos falam de amores não correspondidos, de amor, de tristeza, solidão enfim…
Mas é tão simples explicar…
Esses são os temas dos meus textos, porque eu só escrevo
quando preciso, ou seja, quando estou triste, uns saem com os amigos,
embebedam-se, outros choram horas a fio no quarto, e eu… Eu escrevo, alivio a
minha dor através da escrita, dai os meus textos falarem muito sobre amores e
desamores, tristeza, solidão e afins.
É por isto que eu escrevo e é por isto que eu sempre disse,
eu não preciso de ninguém, pois eu já tenho, quem me ouça, pois eu já tenho
quem me compreenda, e em certa parte, quem me apoie…
É algo tão simples, tão banal, mas ao mesmo tempo tão
importante, tão essencial, o papel e a caneta, que transporto todos os dias na
minha mala, como se fosse u acessório, essencial para o meu bem-estar. E na
verdade…
É mesmo, o bem mais essencial para o meu bem-estar, para a
minha luta diária, nesta vida tão difícil de enfrentar.



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